terça-feira, 10 de julho de 2012

Check My Brain

Estou convencida de que há uns dias o meu cérebro instalou um update qualquer, que eu não me lembro de ter autorizado. Ando com sérias dificuldades em escrever de forma normal, tudo na minha mente se constrói de forma literária, digamos assim. Tenho sempre a necessidade de pôr algum lirismo naquilo que escrevo, o que torna esta coisa do processo criativo demasiado penosa, porque se às vezes saem textos que me deixam orgulhosa, outros momentos há em que só me apetece bater com a cabeça na parede por não me conseguir expressar aplicando a opção do lirismo. Estou a precisar de formatar o cérebro, é o que é.

A senhora Karenina começa a apresentar sinais de cansaço. Vive numa luta de proporções dantescas, sobre a qual parece não ter qualquer influência. Sente-se sob o comando de uma misteriosa entidade que a impele a colocar lirismo em tudo o que pensa ou escreve. Frases repletas de pormenores e palavras invulgares formam-se na sua mente numa corrente que, embora agitada, tem sentido único: os seus dedos. Além do cansaço que este fenómeno tem sobre ela, soma-se a desilusão crescente, resultante do facto de não dar vagar ao turbilhão de ideias que a sua mente gera.

domingo, 8 de julho de 2012

A ordem implacável das coisas

Depois da experiência da ida à praia sozinho, aventurei-me na ida ao cinema sozinho. Estou a quatro gatos de distância de me afastar de vez da sociedade.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Stop me if you think you've heard this one before

As notícias eram tão mais fixes se o Relvas tivesse posto um dente de ouro e a Sofia Aparício tivesse descoberto o bosão de Higgs e os cientistas do CERN tivessem descoberto como raio se completa um curso superior num ano. Ali até à parte do curso até era perfeitamente verosímil.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Beach, please

Isto de ir para a praia sozinho faz-me perceber aquelas bloggers que vão para a praia sozinhas. Continuo é sem perceber a cena de tirar fotos aos pés à beira-mar, e ainda ontem vi uma a fazer isso.

Library Pictures


Ajudem-me lá a decidir por onde começar.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Paixão platónica blogosférica ♂ #2

Já andas nestas lides desde os tempos em que o Mourinho treinava o Porto, mas eu só te descobri quando ele começou a tentar falar espanhol, ou seja, tarde demais. Mas, pelo menos, para mim ainda há esperança, vamos assumir que foste a minha meta, que eu sei que gostas de correr.

Sei também que se pode contar contigo para bons livros, mas que para vinhos é melhor ter cuidado. Tens bom gosto, as livrarias são locais bem mais simpáticos para sermos transportados para um universo paralelo, onde se perde a noção do tempo, do que um simples corredor de supermercado.

Apesar de correres a maratona, parece-te justo fazer competições com uma velha de 70 anos para ver quem ganha a medalha de ouro nesse nobre desporto que é estender uma máquina de roupa. Ainda gostava de saber como é que te safaste na época em que andavas de braço ao peito, era coisa para me dar um ataque de riso incontrolável, sim, como te deu no programa do Henrique Mendes.

Por fim, resta-me acrescentar que ainda não encontrei o amor no fundo dos meus bolsos, nem tão pouco uma nota de 20€, mas continuo a pôr em prática a tua teoria.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Tighten up


O que é que um hipster oferecer à amiga hipster nos anos? Um cartão oferta da FNAC para ela comprar o bilhete para o concerto de Black Keys. O que é que ela faz? Compra o referido bilhete, mas esquece-se de usar o cartão. É ou não é maravilhoso?

Book Of Revelation

Sou tão hipster que nasci no dia do santo menos popular mas, ainda assim, o mais importante.

Hipster Birthday to you

Quero ouvir essas palmas para a menina aniversariante Karenina.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A blogoesfera por estes dias

"eu sou tão especial e diferente e vou dizer que não vou falar da selecção, mas, ao fazê-lo, estou a fazer com que vejam que eu estou não só perfeitamente cognoscente do desfecho da contenda como também demonstro algum pesar e mau-estar pela eliminação daquela equipa que eu tanto apoiei nestes quinze dias de torneio europeu disputado no leste, mas sempre de uma forma implícita e dissimulada, que é para parecer que não me importo muito, quando no fundo lacrimejei, como já não lacrimejava desde o último episódio do Pokemon, ou o último da primeira série dos morangos com açúcar, não me lembro bem, e se tivesse uma mulher até lhe tinha dado um sopapo, porque a culpa é seguramente das mulheres, das mulheres e do Cristiano Róónaldo que queria ficar para último e marcar e ser o herói e ganhar uma bota de ouro para ser melhor que o Messi, mas ele esqueceu-se que do outro lado jogava o Barcelona mas travestido de Espanha, uma pessoa deve sempre ir a medo com eles, convém confirmar a veracidade da coisa, pelo menos foi o que o meu primo Serafim me disse, que uma vez ele foi às meninas e afinal apanhou lá um matulão, pronto, jogar com a Espanha é mais ou menos isto, é a melhor analogia que consigo fazer, perdoem-me que eu estou emocionado e não consigo mais, deve ser de ler o "O Declínio da Mentira e a Alma do Homem e o Socialismo" do Wilde durante os jogos, sim, porque, lá está, eu nem vi o jogo e agora vou mandar umas piadas de como vamos voltar para a vida real e para a crise, mas vou postar isto no facebook através do meu iphone enquanto estou no Royale a tomar café."

quarta-feira, 27 de junho de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

Magic Johnson

Quando estiver a mostrar a minha casa às visitas, vou começar a usar a famosa frase do MTV Cribs quando estiver a mostrar o meu quarto: é aqui que a magia acontece. E é: é ali que faço desaparecer a minha vida sexual.

Holocene

Os dias que começam cedo têm uma particular tendência para serem proveitosos. Acordar quando quase toda a cidade dorme, abrir a janela e ainda estar escuro. Tratar do que precisa ser tratado, sem o medo de que o tempo não vai chegar para tudo, afinal o dia apenas começou há cinco horas e meia. Tomar o pequeno-almoço com um apetite voraz, quando o estômago, finalmente, acorda. O discernimento matinal permite-me ver tudo claramente e não deixar nada importante para trás. Passa um pouco das sete e a cidade ainda permanece tranquila, à excepção da senhora que buzinou, creio que, com as mamas, ao sair do carro. Apesar do dia se adivinhar tórrido, o sol ainda está demasiado ténue para que seja preciso pôr os óculos de sol e esboço um sorriso quando a brisa fresca me percorre a cara.

Como que a presentearem-me por me ter levantado tão cedo, os semáforos estão todos verdes à minha passagem e ainda tenho a sorte de ver certos condutores a fazerem manobras que não fariam uma hora depois. A manhã está definitivamente calma, nem uma buzinadela durante os vinte e cinco minutos a pé, esqueçam lá a senhora com as mamas grandes no seu Punto, e finalmente chego ao meu destino. Espero que a próxima manhã madrugadora seja para ir correr, já que não ponho os pés no estádio há tanto tempo, que até tenho vergonha de colocar por escrito. É daquelas coisas que quero mesmo muito experimentar a par de ler um bom livro, enquanto bebo vinho e ouço Bon Iver, coisa de hipster, certamente.