Um dos álbums do ano que reúne o consenso dos dois hipsters aqui do sítio, da banda que dá belos concertos (o do Ritz vem logo em primeiro na lista, onde se passa do bailarico ao mosh em segundos) e nos presenteia com mais rock popular, folclore punk e outros nomes igualmente estúpidos. O primeiro disco tinha algumas músicas de muita qualidade, mas este, sem atingir esse patamar, é bastante mais homogéneo e tem muita qualidade do início ao fim.
domingo, 16 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Discos do ano
Nunca percebi a cena do "rock cristão". Diz que estes senhores são do rock cristão. Com álbums deste calibre eles se quiserem, por mim, podem andar com uma cruz às costas e a caminhar sobre a água que isso pouco me interessa. Afinal de contas, os homens fecham o disco com o discurso do Chaplin no "Grande Ditador", têm uma música que parece uma mistura entre a banda sonora de um filme do Tarantino com a banda sonora de um Western, entre outras músicas fascinantes. Uma das boas surpresas do ano.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Crónicas do fim do mundo #1
Dia 20 podemos pedir para fazermos o amor como se não houvesse amanhã. Nalguns casos, era melhor não haver.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Discos do ano
Da Austrália temos o novo álbum da terceira melhor banda de metalcore que existe, e, embora não seja tão bom como o Deep Blue (e em boa verdade não podem vir obras-primas do outro lado do mundo assim constantemente, até parecia mal) é um disco do caraças, com breakdowns que parecem desfazer a própria constituição do tempo (ouvir a partir do 00:46 para perceberem melhor). Os jovens chamam-se Parkway Drive ou, como eu gosto de lhes chamar, "os senhores que fazem a Karenina mudar a música no carro numa questão de milisegundos".
sábado, 8 de dezembro de 2012
Discos do ano
A Fiona Apple, a Fiona Apple. Feia que só ela, com uma voz desastrosa, só Deus (ou como gostamos de dizer cá por casa "o senhor em que a Karenina não acredita") é que sabe como é que ela pode ter um dos discos ano. Demorou tanto tempo a editar o disco. Não se faz. Eu não tinha saudades. Nenhumas. Dela, que nem me encanta nada, feia, como já disse, e a voz que nem mexe comigo nem nada.
O conteúdo deste post nada tem a ver com o facto de a Karenina ter acesso à minha colecção de discos, cds e livros. Nada.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Discos do ano
Da banda meiguinha que nos trouxe o clássico Jane Doe e, mais recentemente, o brutal Axe to Fall, temos aqui uma das certezas do ano. Todas as pessoas sabiam que o álbum dos Converge ia ser bom. E, tão certinho como o Jesus ir inventar para a Alvalade, os Converge não desiludiram. Dezoito anos depois do primeiro álbum continuam com um nível criativo inacreditável. Chamo a vossa atenção para o minuto 2:23, provavelmente a coisa mais pesada que já ouviram na vida. "Ah, mas não se percebe nada do que ele diz", dizem os mais
mariquinhas, pois, respondo eu, também acontece o mesmo comigo e não é por isso
que gostam menos de mim.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Discos do ano
Dezasseis minutos. Dezasseis músicas. Um disco curto, mas que, ainda assim, dura dezasseis vezes mais do que os minutos de bom futebol do Sporting contra o Moreirense (um, segundo a Bola, dois, segundo o Record, por aqui se vê o facciosismo dos senhores). Punk, Hardcore, para gente de requintado bom gosto que olha com saudade para os Dead Kennedys, para quem gosta de Misfits e Sex Pistols, para quem quer ver um vocalista quase sexagenário, o primeiro gajo meio careca de rastas que eu já vi, a mostrar à juventude como é que se faz um disco de hardcore, com letras fofinhas como "I want to club you like a baby seal, staple your scalp to my steering wheel" (quero dar-te festinhas como a uma foca bebé e dar-te te beijinhos enquanto seguro o volante, em tradução literal), acho que é uma espécie de declaração de amor, mas eu percebo pouco disso.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Under the bridge
Em minha defesa, Moscavide é um sítio terrivelmente romântico, e aqueles enganos foram propositados.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Thickfreakness
Acho graça às opiniões sobre o concerto de Black Keys, de um lado temos aqueles que dizem que não foi muito bom porque "aaaaah, eles tocaram músicas que não eram o Lonely Boy e o Tighten Up, os cabrões" e do outro temos aqueles que dizem que não foi muito bom porque "aaaaah, o El Camino é uma merda, deviam ter tocado mais músicas das antigas, eu já ouvia Black Keys quando eles se chamavam Grey Keys e a única coisa que tocavam eram um no outro", foda-se que é difícil fazer estes hipsters felizes.
Strange times are here
Melhor piada de todas sobre o concerto de Black Keys pertence ao Hélio Morais, de Linda Martini: "não fui porque não Keys"; muito engraçadinho, agora vai lá gravar o álbum novo de Linda Martini, PAUS e If Lucy Fell que aqui o senhor agradece.
I came to love you anyway
That awkward moment em que, apesar de tudo, somos os menos hipsters num raio de cem metros, até os espanhóis irritantes eram a atirar para o hipsters-tão-da-cena-i'm-a-lonely-boy-oh-oh-ohoh.
domingo, 25 de novembro de 2012
I got mine
E então parece que depois de amanhã é o concerto de Black Keys, coisa que é impossível esquecer, nem é por ter bilhete e ter comprado junto com a minha Karenina, é mesmo porque vai uma excitação no facebook, tudo de pipi ao alto, glória nas alturas, que os Black Keys vão tocar em Portugal, resta saber quantos vão apenas por causa do Lonely Boy e do Tighten Up, enfim, é o normal, a setlist está boa e recomenda-se, se bem que podiam tocar mais músicas do Rubber Factory, mas, não se pode ter tudo, e eu já os vou ver na companhia dela, portanto não posso pedir mais.
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