sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A arte perdida de combater a solidão


O novo Tavares, o velho Alex, um dia que parece não acabar, estica-se como a distância entre nós, a distância é uma merda mas as saudades não, estou cansado, cada letra tem o peso de mil e eu que até tinha tanto para escrever, talvez esteja a fazê-lo no sítio errado mas hoje era aqui que me apetecia escrever, fica para outro dia, afinal de contas, o mundo não acabou e, ainda bem, obrigado Manel, que eu tinha tantos planos para depois.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Bigmouth strikes again

Espero bem que o mundo não acabe enquanto ainda tenho o Tolstoi a 57% (ainda que com umas modestas 480 páginas lidas em três meses, uma vergonha eu sei, mas uma pessoa arranja uma vida e depois torna-se complicado conciliá-la com as leituras, mas nem era sobre isto que eu queria escrever) e os meus valter hugos a 0%, mais os outros quinze que tenho ali bem arrumados, prontos a serem lidos. Além disso tenho um jardim aqui perto de casa com pavões e com pavões-que-em-setembro-eram-bebés-e-que-eu-tinha-prometido-a-mim-mesma-que-ia-ver-e-nunca-fui que era mesmo bom para ir ler, naqueles dias amenos de Primavera, sim, que por mim saltava-se do Natal para Abril. 
A vida é demasiado curta para ler calhamaços, é o que é. Mas lá vou eu ter de dar uma oportunidade aos Karamazov e aos Detectives Selvagens senão o Luke ainda é capaz de me fazer uma ameaça de morte e é melhor fingir que tenho medo dele, tem resultado bem até aqui.

Discos do ano


Muito, mas muito perto de ter sido o disco do ano. Muito perto. São 32 minutos (40, na edição em vinil que também traz o cd na edição especial) do melhor que há, parece que vão ficando melhores a cada disco, já lhes passava era a mania de virem cá tocar ao Santiago Alquimista, tirando isso vão crescendo cada vez mais nas minhas preferências, o que, tendo em conta que até uma citação do Dostoievsky (dos Irmãos Karamazov, ainda por cima, o melhor livro que li este ano) metem numa música  (ver música abaixo), não é de espantar.

Isto é do demónio


domingo, 16 de dezembro de 2012

Discos do ano


Um dos álbums do ano que reúne o consenso dos dois hipsters aqui do sítio, da banda que dá belos concertos (o do Ritz vem logo em primeiro na lista, onde se passa do bailarico ao mosh em segundos) e nos presenteia com mais rock popular, folclore punk e outros nomes igualmente estúpidos. O primeiro disco tinha algumas músicas de muita qualidade, mas este, sem atingir esse patamar, é bastante mais homogéneo e tem muita qualidade do início ao fim.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Viagem ao Princípio do Mundo



Damn, o Manoel de Oliveira não pode participar em passatempos.

Discos do ano


Nunca percebi a cena do "rock cristão". Diz que estes senhores são do rock cristão. Com álbums deste calibre eles se quiserem, por mim, podem andar com uma cruz às costas e a caminhar sobre a água que isso pouco me interessa. Afinal de contas, os homens fecham o disco com o discurso do Chaplin no "Grande Ditador", têm uma música que parece uma mistura entre a banda sonora de um filme do Tarantino com a banda sonora de um Western, entre outras músicas fascinantes. Uma das boas surpresas do ano. 


domingo, 9 de dezembro de 2012

Discos do ano


Da Austrália temos o novo álbum da terceira melhor banda de metalcore que existe, e, embora não seja tão bom como o Deep Blue (e em boa verdade não podem vir obras-primas do outro lado do mundo assim constantemente, até parecia mal) é um disco do caraças, com breakdowns que parecem desfazer a própria constituição do tempo (ouvir a partir do 00:46 para perceberem melhor). Os jovens chamam-se Parkway Drive ou, como eu gosto de lhes chamar, "os senhores que fazem a Karenina mudar a música no carro numa questão de milisegundos". 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Discos do ano


A Fiona Apple, a Fiona Apple. Feia que só ela, com uma voz desastrosa, só Deus (ou como gostamos de dizer cá por casa "o senhor em que a Karenina não acredita") é que sabe como é que ela pode ter um dos discos ano. Demorou tanto tempo a editar o disco. Não se faz. Eu não tinha saudades. Nenhumas. Dela, que nem me encanta nada, feia, como já disse, e a voz que nem mexe comigo nem nada. 
O conteúdo deste post nada tem a ver com o facto de a Karenina ter acesso à minha colecção de discos, cds e livros. Nada. 




segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Discos do ano


Da banda meiguinha que nos trouxe o clássico Jane Doe e, mais recentemente, o brutal Axe to Fall, temos aqui uma das certezas do ano. Todas as pessoas sabiam que o álbum dos Converge ia ser bom. E, tão certinho como o Jesus ir inventar para a Alvalade, os Converge não desiludiram. Dezoito anos depois do primeiro álbum continuam com um nível criativo inacreditável. Chamo a vossa atenção para o minuto 2:23, provavelmente a coisa mais pesada que já ouviram na vida. "Ah, mas não se percebe nada do que ele diz", dizem os mais mariquinhas, pois, respondo eu, também acontece o mesmo comigo e não é por isso que gostam menos de mim.


domingo, 2 de dezembro de 2012

Discos do ano


Dezasseis minutos. Dezasseis músicas. Um disco curto, mas que, ainda assim, dura dezasseis vezes mais do que os minutos de bom futebol do Sporting contra o Moreirense (um, segundo a Bola, dois, segundo o Record, por aqui se vê o facciosismo dos senhores). Punk, Hardcore, para gente de requintado bom gosto que olha com saudade para os Dead Kennedys, para quem gosta de Misfits e Sex Pistols, para quem quer ver um vocalista quase sexagenário, o primeiro gajo meio careca de rastas que eu já vi, a mostrar à juventude como é que se faz um disco de hardcore, com letras fofinhas como "I want to club you like a baby seal, staple your scalp to my steering wheel" (quero dar-te festinhas como a uma foca bebé e dar-te te beijinhos enquanto seguro o volante, em tradução literal), acho que é uma espécie de declaração de amor, mas eu percebo pouco disso.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Under the bridge

Em minha defesa, Moscavide é um sítio terrivelmente romântico, e aqueles enganos foram propositados.