quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

The bold and the beautiful

Eu devia começar a escrever colocando partes do texto a bold, parece que faz qualquer coisa a nível do ênfase, claramente eu percebo pouco disto, então lendo textos como este, ainda fico a perceber menos, então isto é que é uma crónica, pá, gosto do pá, gosto da forma como se dirige às trintonas e quarentonas, bem, o bold talvez compreenda: como o autor está a franzir os olhos, com o bold consegue ler melhor. Custa-me também decidir o que é melhor, no mau sentido: o texto em si ou os comentários. Há aqui coisas de uma sensibilidade e manejo da língua quase ao nível dos grandes poetas, senão vejamos: "Era só o que me faltava, uma mulher anti-gay", "Impressionante o nível de conhecimento que esta mulher tem das capacidades de erecção do HR!", "Imagino o Raposo a escrever estas alarvidades, espumando pelos cantos da boca, babando-se todo, ao mesmo tempo que se masturbava numa consolação de sonhos perdidos..." e esta maravilha "Um conselho (já que gosta tanto deles...): fale menos, experimente estar menos tempo a olhar para a tv, mais tempo com mulheres com as quais queira ir para a cama e pode ser que fique menos amargo e mais erecto." Eu sei é que o Pipi, ao pé de um gajo que escreve, a bold!, "a ruga tem um poder entesoador superior ao decote" é uma espécie de Tolentino Mendonça da blogoesfera.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Oshin



Adiantem os vossos relógios para entrarem em 2013, como bons hipsters, antes de ser cool.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Endors Toi


Parece que é altura de fazer balanços, portanto, o melhor livro que li em 2012 foi, sem margem para dúvidas, o Crime e Castigo, do Dostoiévski. Agora, passando ao que me interessa, estes são os livros que tenho para ler em 2013, curiosamente, estão lá dois do Dostoy. Quero aventurar-me no Gogol, no Turguéniev, no Kafka e no Bolaño. Depois temos o meu Saramago e o meu, como ele diz, choramingas. O intruso no meio desta lista é capaz de ser o Sputnik, mas como gostei muito de ler o Kafka à beira-mar, quero ler mais um do Murakami.
Não me parece que vá ter tempo para conseguir ler isto tudo, mas já tenho em vista mais oito livros para comprar e alguns até gostava de os inserir aqui pelo meio, mas por enquanto fico-me por estes 17, senão daqui a pouco mais pareço a MC (e ela ainda nos tira de blog revelação de 2012).

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Tampax

Luke: 
bah
o senhor deve tar p vir :|
e ta lua cheia
o howard fez as pazes c a bernardette
e eu tou aqui tipo
chuif, baaaaby, :|
Karenina: 
oi?
ah
oh god
tamos qs sincronizados :|
Luke: 
...
AHAHAHAHA

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

"O" disco do ano


Koi no yokan. Deve ser japonês para disco do caraças. Lembro-me de noventa e cinco, andava tudo com a mania de Bad Religion e Pennywise e eu ouvia uns gajos que "nem tocam a abrir" e "gritam um bocado", e eis que dezassete anos depois fazem discos com uma qualidade incomparável a toda e qualquer banda da sua geração. E isto vem de um gajo que tinha várias t-shirts de KoRn (e que escreve KoRn assim, enfim). Agora fico à espera do concerto. Coliseu, de preferência, mas se for Campo Pequeno ninguém morre por causa disso. Vejam lá isso.



domingo, 23 de dezembro de 2012

O ano em livros


O Piada Infinita "ainda" só vai com trezentas e setenta e oito páginas... Este ano nem foram assim tantos, mas temos ali alguns que andam entre as quinhentas e as mil páginas. Fico com a ideia que não está aqui tudo. O Pina vai sendo lido, o Medo e o Ofício Cantante também, o Desassossego, sempre, claro. Para o ano há mais.

sábado, 22 de dezembro de 2012

The fake sound of progress

O vocalista de uma banda foi acusado de, entre outras coisas mais sérias, possuir pornografia animal extrema. A questão que se impõe é: o que distingue a pornografia animal normal da extrema? Envolve kayaks e ondas gigantes, ou snowboards e helicópteros? Acho que prefiro não saber.

Discos do ano


Nem que fosse só pelas noites no sofá, pela complexidade dos silêncios e cumplicidade das duas vozes, a da Romy e do Jamie, porque nós ficamos caladinhos, tudo bem, não é o XX mas também não tinha nem podia ser, há coisas que só acontecem uma vez, como aquele primeiro momento em que percebemos que é aquela pessoa, este disco não é o XX, mas é bom e se houver quarenta e nove euros aqui por perto lá estaremos em Belém para os ver.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A arte perdida de combater a solidão


O novo Tavares, o velho Alex, um dia que parece não acabar, estica-se como a distância entre nós, a distância é uma merda mas as saudades não, estou cansado, cada letra tem o peso de mil e eu que até tinha tanto para escrever, talvez esteja a fazê-lo no sítio errado mas hoje era aqui que me apetecia escrever, fica para outro dia, afinal de contas, o mundo não acabou e, ainda bem, obrigado Manel, que eu tinha tantos planos para depois.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Bigmouth strikes again

Espero bem que o mundo não acabe enquanto ainda tenho o Tolstoi a 57% (ainda que com umas modestas 480 páginas lidas em três meses, uma vergonha eu sei, mas uma pessoa arranja uma vida e depois torna-se complicado conciliá-la com as leituras, mas nem era sobre isto que eu queria escrever) e os meus valter hugos a 0%, mais os outros quinze que tenho ali bem arrumados, prontos a serem lidos. Além disso tenho um jardim aqui perto de casa com pavões e com pavões-que-em-setembro-eram-bebés-e-que-eu-tinha-prometido-a-mim-mesma-que-ia-ver-e-nunca-fui que era mesmo bom para ir ler, naqueles dias amenos de Primavera, sim, que por mim saltava-se do Natal para Abril. 
A vida é demasiado curta para ler calhamaços, é o que é. Mas lá vou eu ter de dar uma oportunidade aos Karamazov e aos Detectives Selvagens senão o Luke ainda é capaz de me fazer uma ameaça de morte e é melhor fingir que tenho medo dele, tem resultado bem até aqui.

Discos do ano


Muito, mas muito perto de ter sido o disco do ano. Muito perto. São 32 minutos (40, na edição em vinil que também traz o cd na edição especial) do melhor que há, parece que vão ficando melhores a cada disco, já lhes passava era a mania de virem cá tocar ao Santiago Alquimista, tirando isso vão crescendo cada vez mais nas minhas preferências, o que, tendo em conta que até uma citação do Dostoievsky (dos Irmãos Karamazov, ainda por cima, o melhor livro que li este ano) metem numa música  (ver música abaixo), não é de espantar.

Isto é do demónio


domingo, 16 de dezembro de 2012

Discos do ano


Um dos álbums do ano que reúne o consenso dos dois hipsters aqui do sítio, da banda que dá belos concertos (o do Ritz vem logo em primeiro na lista, onde se passa do bailarico ao mosh em segundos) e nos presenteia com mais rock popular, folclore punk e outros nomes igualmente estúpidos. O primeiro disco tinha algumas músicas de muita qualidade, mas este, sem atingir esse patamar, é bastante mais homogéneo e tem muita qualidade do início ao fim.