Bela prenda que a senhora Karenina me deu, uma jóia de pessoa, a dar a prendas à pessoa que adormece enquanto fala ao telefone com ela e acorda a queixar-se que não o deixam dormir, dizendo coisas sem sentido como "hoje não é dia quinze".
domingo, 6 de janeiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Não sou hipster dada a resoluções, mas este ano decidi fazer uma
Não ler blogues que me enervem. Não sei bem é quanto tempo vou aguentar, hoje ainda é dia dois e já estou com aqueles tiques de "deixa cá ver o que é que aquela porca senhora escreveu", mas, pronto, lá tenho resistido. E é isto, meus queridos, Karenina loves you all, ou não, ou não.
De salientar que tanto a resolução como a escrita do post foram feitos sobre a influência de elevadas doses hormonais.
The bold and the beautiful
Eu devia começar a escrever colocando partes do texto a bold, parece que faz qualquer coisa a nível do ênfase, claramente eu percebo pouco disto, então lendo textos como este, ainda fico a perceber menos, então isto é que é uma crónica, pá, gosto do pá, gosto da forma como se dirige às trintonas e quarentonas, bem, o bold talvez compreenda: como o autor está a franzir os olhos, com o bold consegue ler melhor. Custa-me também decidir o que é melhor, no mau sentido: o texto em si ou os comentários. Há aqui coisas de uma sensibilidade e manejo da língua quase ao nível dos grandes poetas, senão vejamos: "Era só o que me faltava, uma mulher anti-gay", "Impressionante o nível de conhecimento que esta mulher tem das capacidades de erecção do HR!", "Imagino o Raposo a escrever estas alarvidades, espumando pelos cantos da boca, babando-se todo, ao mesmo tempo que se masturbava numa consolação de sonhos perdidos..." e esta maravilha "Um conselho (já que gosta tanto deles...): fale menos, experimente estar menos tempo a olhar para a tv, mais tempo com mulheres com as quais queira ir para a cama e pode ser que fique menos amargo e mais erecto."
Eu sei é que o Pipi, ao pé de um gajo que escreve, a bold!, "a ruga tem um poder entesoador superior ao decote" é uma espécie de Tolentino Mendonça da blogoesfera.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 30 de dezembro de 2012
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Endors Toi
Parece que é altura de fazer balanços, portanto, o melhor livro que li em 2012 foi, sem margem para dúvidas, o Crime e Castigo, do Dostoiévski. Agora, passando ao que me interessa, estes são os livros que tenho para ler em 2013, curiosamente, estão lá dois do Dostoy. Quero aventurar-me no Gogol, no Turguéniev, no Kafka e no Bolaño. Depois temos o meu Saramago e o meu, como ele diz, choramingas. O intruso no meio desta lista é capaz de ser o Sputnik, mas como gostei muito de ler o Kafka à beira-mar, quero ler mais um do Murakami.
Não me parece que vá ter tempo para conseguir ler isto tudo, mas já tenho em vista mais oito livros para comprar e alguns até gostava de os inserir aqui pelo meio, mas por enquanto fico-me por estes 17, senão daqui a pouco mais pareço a MC (e ela ainda nos tira de blog revelação de 2012).
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Tampax
Luke:
bah
o senhor deve tar p vir :|
e ta lua cheia
o howard fez as pazes c a bernardette
e eu tou aqui tipo
chuif, baaaaby, :|
Karenina:
oi?
ah
oh god
tamos qs sincronizados :|
Luke:
...
AHAHAHAHA
bah
o senhor deve tar p vir :|
e ta lua cheia
o howard fez as pazes c a bernardette
e eu tou aqui tipo
chuif, baaaaby, :|
Karenina:
oi?
ah
oh god
tamos qs sincronizados :|
Luke:
...
AHAHAHAHA
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
"O" disco do ano
Koi no yokan. Deve ser japonês para disco do caraças. Lembro-me de noventa e cinco, andava tudo com a mania de Bad Religion e Pennywise e eu ouvia uns gajos que "nem tocam a abrir" e "gritam um bocado", e eis que dezassete anos depois fazem discos com uma qualidade incomparável a toda e qualquer banda da sua geração. E isto vem de um gajo que tinha várias t-shirts de KoRn (e que escreve KoRn assim, enfim). Agora fico à espera do concerto. Coliseu, de preferência, mas se for Campo Pequeno ninguém morre por causa disso. Vejam lá isso.
domingo, 23 de dezembro de 2012
O ano em livros
O Piada Infinita "ainda" só vai com trezentas e setenta e oito páginas... Este ano nem foram assim tantos, mas temos ali alguns que andam entre as quinhentas e as mil páginas. Fico com a ideia que não está aqui tudo. O Pina vai sendo lido, o Medo e o Ofício Cantante também, o Desassossego, sempre, claro. Para o ano há mais.
sábado, 22 de dezembro de 2012
The fake sound of progress
O vocalista de uma banda foi acusado de, entre outras coisas mais sérias, possuir pornografia animal extrema. A questão que se impõe é: o que distingue a pornografia animal normal da extrema? Envolve kayaks e ondas gigantes, ou snowboards e helicópteros? Acho que prefiro não saber.
Discos do ano
Nem que fosse só pelas noites no sofá, pela complexidade dos silêncios e cumplicidade das duas vozes, a da Romy e do Jamie, porque nós ficamos caladinhos, tudo bem, não é o XX mas também não tinha nem podia ser, há coisas que só acontecem uma vez, como aquele primeiro momento em que percebemos que é aquela pessoa, este disco não é o XX, mas é bom e se houver quarenta e nove euros aqui por perto lá estaremos em Belém para os ver.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
A arte perdida de combater a solidão
O novo Tavares, o velho Alex, um dia que parece não acabar, estica-se como a distância entre nós, a distância é uma merda mas as saudades não, estou cansado, cada letra tem o peso de mil e eu que até tinha tanto para escrever, talvez esteja a fazê-lo no sítio errado mas hoje era aqui que me apetecia escrever, fica para outro dia, afinal de contas, o mundo não acabou e, ainda bem, obrigado Manel, que eu tinha tantos planos para depois.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Bigmouth strikes again
Espero bem que o mundo não acabe enquanto ainda tenho o Tolstoi a 57% (ainda que com umas modestas 480 páginas lidas em três meses, uma vergonha eu sei, mas uma pessoa arranja uma vida e depois torna-se complicado conciliá-la com as leituras, mas nem era sobre isto que eu queria escrever) e os meus valter hugos a 0%, mais os outros quinze que tenho ali bem arrumados, prontos a serem lidos. Além disso tenho um jardim aqui perto de casa com pavões e com pavões-que-em-setembro-eram-bebés-e-que-eu-tinha-prometido-a-mim-mesma-que-ia-ver-e-nunca-fui que era mesmo bom para ir ler, naqueles dias amenos de Primavera, sim, que por mim saltava-se do Natal para Abril.
A vida é demasiado curta para ler calhamaços, é o que é. Mas lá vou eu ter de dar uma oportunidade aos Karamazov e aos Detectives Selvagens senão o Luke ainda é capaz de me fazer uma ameaça de morte e é melhor fingir que tenho medo dele, tem resultado bem até aqui.
Discos do ano
Muito, mas muito perto de ter sido o disco do ano. Muito perto. São 32 minutos (40, na edição em vinil que também traz o cd na edição especial) do melhor que há, parece que vão ficando melhores a cada disco, já lhes passava era a mania de virem cá tocar ao Santiago Alquimista, tirando isso vão crescendo cada vez mais nas minhas preferências, o que, tendo em conta que até uma citação do Dostoievsky (dos Irmãos Karamazov, ainda por cima, o melhor livro que li este ano) metem numa música (ver música abaixo), não é de espantar.
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