quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Acho graça

Às pessoas que vão ler outros blogs e depois vão criticá-los com frases do género "como se alguém estivesse interessado naquilo", se vão ver certos e determinados blogs não percebo como ficam surpreendidos com os conteúdos. É como se eu fosse ao site d'A Bola e dissesse: "estes cabrões só falam de futebol, quem é que está interessado nisto?".

Driving Miss Daisy

Depois da senhora que espetou o comboio contra uma casa, certamente uma utente danada por causa das greves da CP lá do sítio, temos agora a senhora que queria ir para Bruxelas e foi para Zagreb. É um erro normal: ela chegou ao Marquês lá do sítio e confundiu-se com as novas faixas. Bruxelas, Zagreb, é quase a mesma coisa. São só mais de mil quilómetros de diferença. A senhora conduziu dois dias e não achou nada de estranho por aí além. As placas a mudarem de língua podiam ser brincadeira dos gaiatos, o raça dos míudos vão tirar estas ideias às internets. Gosto da parte em que diz que programou o GPS, "desligou" e depois limitou-se a "acelerar". Portugal devia acolhê-la rapidamente: ela nas nossas estradas ia sentir-se em casa, é só gente que desliga quando está a conduzir.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E depois não acontecem coisas destas

Isto.

A polícia desconhece os motivos. Mau exemplo da polícia nórdica. Qualquer pessoa consegue compreender os motivos de uma mulher, seja para mandar um comboio contra uma casa ou para perguntar "o que é que tens?" ou "e não me avisaste porquê?".

Algo está mal no país

A CP não faz greve há quinze dias.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Nunca pensei dizer isto

Mas o Jesus deu uma lição de civismo, eloquência e dignidade ao treinador adversário. Não jogámos grande coisa, verdade. Mas na segunda parte a única ocasião de golo é nossa. Acho que o Vitor Pereira devia estar a olhar para as mãos a tentar fazer contas de subtrair para perceber com quantos jogadores a menos é que devíamos ter ficado.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Cheap magic inside


Bela prenda que a senhora Karenina me deu, uma jóia de pessoa, a dar a prendas à pessoa que adormece enquanto fala ao telefone com ela e acorda a queixar-se que não o deixam dormir, dizendo coisas sem sentido como "hoje não é dia quinze".

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Não sou hipster dada a resoluções, mas este ano decidi fazer uma

Não ler blogues que me enervem. Não sei bem é quanto tempo vou aguentar, hoje ainda é dia dois e já estou com aqueles tiques de "deixa cá ver o que é que aquela porca senhora escreveu", mas, pronto, lá tenho resistido. E é isto, meus queridos, Karenina loves you all, ou não, ou não. 

De salientar que tanto a  resolução como a escrita do post foram feitos sobre a influência de elevadas doses hormonais.

The bold and the beautiful

Eu devia começar a escrever colocando partes do texto a bold, parece que faz qualquer coisa a nível do ênfase, claramente eu percebo pouco disto, então lendo textos como este, ainda fico a perceber menos, então isto é que é uma crónica, pá, gosto do pá, gosto da forma como se dirige às trintonas e quarentonas, bem, o bold talvez compreenda: como o autor está a franzir os olhos, com o bold consegue ler melhor. Custa-me também decidir o que é melhor, no mau sentido: o texto em si ou os comentários. Há aqui coisas de uma sensibilidade e manejo da língua quase ao nível dos grandes poetas, senão vejamos: "Era só o que me faltava, uma mulher anti-gay", "Impressionante o nível de conhecimento que esta mulher tem das capacidades de erecção do HR!", "Imagino o Raposo a escrever estas alarvidades, espumando pelos cantos da boca, babando-se todo, ao mesmo tempo que se masturbava numa consolação de sonhos perdidos..." e esta maravilha "Um conselho (já que gosta tanto deles...): fale menos, experimente estar menos tempo a olhar para a tv, mais tempo com mulheres com as quais queira ir para a cama e pode ser que fique menos amargo e mais erecto." Eu sei é que o Pipi, ao pé de um gajo que escreve, a bold!, "a ruga tem um poder entesoador superior ao decote" é uma espécie de Tolentino Mendonça da blogoesfera.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Oshin



Adiantem os vossos relógios para entrarem em 2013, como bons hipsters, antes de ser cool.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Endors Toi


Parece que é altura de fazer balanços, portanto, o melhor livro que li em 2012 foi, sem margem para dúvidas, o Crime e Castigo, do Dostoiévski. Agora, passando ao que me interessa, estes são os livros que tenho para ler em 2013, curiosamente, estão lá dois do Dostoy. Quero aventurar-me no Gogol, no Turguéniev, no Kafka e no Bolaño. Depois temos o meu Saramago e o meu, como ele diz, choramingas. O intruso no meio desta lista é capaz de ser o Sputnik, mas como gostei muito de ler o Kafka à beira-mar, quero ler mais um do Murakami.
Não me parece que vá ter tempo para conseguir ler isto tudo, mas já tenho em vista mais oito livros para comprar e alguns até gostava de os inserir aqui pelo meio, mas por enquanto fico-me por estes 17, senão daqui a pouco mais pareço a MC (e ela ainda nos tira de blog revelação de 2012).

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Tampax

Luke: 
bah
o senhor deve tar p vir :|
e ta lua cheia
o howard fez as pazes c a bernardette
e eu tou aqui tipo
chuif, baaaaby, :|
Karenina: 
oi?
ah
oh god
tamos qs sincronizados :|
Luke: 
...
AHAHAHAHA

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

"O" disco do ano


Koi no yokan. Deve ser japonês para disco do caraças. Lembro-me de noventa e cinco, andava tudo com a mania de Bad Religion e Pennywise e eu ouvia uns gajos que "nem tocam a abrir" e "gritam um bocado", e eis que dezassete anos depois fazem discos com uma qualidade incomparável a toda e qualquer banda da sua geração. E isto vem de um gajo que tinha várias t-shirts de KoRn (e que escreve KoRn assim, enfim). Agora fico à espera do concerto. Coliseu, de preferência, mas se for Campo Pequeno ninguém morre por causa disso. Vejam lá isso.



domingo, 23 de dezembro de 2012

O ano em livros


O Piada Infinita "ainda" só vai com trezentas e setenta e oito páginas... Este ano nem foram assim tantos, mas temos ali alguns que andam entre as quinhentas e as mil páginas. Fico com a ideia que não está aqui tudo. O Pina vai sendo lido, o Medo e o Ofício Cantante também, o Desassossego, sempre, claro. Para o ano há mais.

sábado, 22 de dezembro de 2012

The fake sound of progress

O vocalista de uma banda foi acusado de, entre outras coisas mais sérias, possuir pornografia animal extrema. A questão que se impõe é: o que distingue a pornografia animal normal da extrema? Envolve kayaks e ondas gigantes, ou snowboards e helicópteros? Acho que prefiro não saber.

Discos do ano


Nem que fosse só pelas noites no sofá, pela complexidade dos silêncios e cumplicidade das duas vozes, a da Romy e do Jamie, porque nós ficamos caladinhos, tudo bem, não é o XX mas também não tinha nem podia ser, há coisas que só acontecem uma vez, como aquele primeiro momento em que percebemos que é aquela pessoa, este disco não é o XX, mas é bom e se houver quarenta e nove euros aqui por perto lá estaremos em Belém para os ver.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A arte perdida de combater a solidão


O novo Tavares, o velho Alex, um dia que parece não acabar, estica-se como a distância entre nós, a distância é uma merda mas as saudades não, estou cansado, cada letra tem o peso de mil e eu que até tinha tanto para escrever, talvez esteja a fazê-lo no sítio errado mas hoje era aqui que me apetecia escrever, fica para outro dia, afinal de contas, o mundo não acabou e, ainda bem, obrigado Manel, que eu tinha tantos planos para depois.